StoneX irá ao mercado com fundos de recebíveis do agro, enquanto avança no câmbio e nos CBios

Base do agronegócio do player global em gestão de risco é 50% das operações mundiais (Imagem: REUTERS/Inaê Riveras)
O mercado de recebíveis do agronegócio vai ter uma nova sacudida a partir de novembro. A StoneX, uma das líderes globais em consultoria de gestão de risco, vai abrir para “fora da casa” um fundo e lançar um outro no começo de 2021.
O primeiro é o Safira, com estoque de R$ 50 milhões, por mais um mês e pouco operando apenas com a base de clientes atual. E deve começar a se expandir para R$ 400 milhões.
O segundo, o Topázio, ficará restrito às indústrias químicas também com foco na agricultura.
Fábio Solferini, CEO da empresa ainda conhecida por INTL FC Stone, diz que esta é uma das apostas dos negócios na base brasileira do grupo, tendo em conta a necessidade de o setor produtivo buscar cada vez novas fontes de recursos, tanto quanto os investidores precisam agregar novas opções em seus portfólios.
Plano Safra meio se esgotando e taxa de juros em patamares historicamente baixos mexem com os dois lados do balcão.

Um dos exemplos que o executivo destaca é o caso dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Até há pouco as operações de securitização eram estruturadas para peso pesados, mas hoje a StoneX, e outras, já são demandadas por empresas de menor porte.
Sem abrir os casos atendidos, menos ainda abrir os números das operações no Brasil – 50% de share na StoneX global, no setor agro, e 25% englobando todos os demais leques de negócios em outros setores -, Solferini lembra ainda outra porta de entrada que vai se expandir.
Câmbio, CBios e inteligência
Desde 2018 com seu próprio banco de câmbio, carregando para dentro parte dos mil clientes brasileiros de outros serviços, com acesso aos mercados globais, o crescimento é visto em linha com o fortalecimento do agronegócio brasileiro como player. E, junto, a profissionalização do setor em se defender da volatilidade, fazendo uso de todas as ferramentas de hedge.
Cerca de US$ 1,6 bilhão em operações é o alcance para o ano.
Enquanto também avança no nicho dos Créditos de Descarbonização (CBios), por hora custodiando os títulos do RenovaBio para serem negociados na B3 (B3SA3), “um mercado que vai ter muita liquidez a partir de 2021”, Fábio Solferini comenta a mais conhecida vitrine da StoneX.

As áreas de consultoria, inteligência e estruturação de negócios.
Com 50% da base em grãos e algodão – destacando soja -, 30% de clientes da sucroenergia, e 20% divididos em café, boi e fertilizantes, o CEO da StoneX lembra que do escritório de Campinas (um dos 16 no Brasil), a variável que se incorporou definitivamente nos relatórios e projetos é a da sustentabilidade. Incluindo, naturalmente, nos interesses de investidores internacionais no agronegócio brasileiro
“Assunto do ano”, como diz.
StoneX há 3 meses, depois da mudança feita pela sede em Nova York, a meta é chegar a 3 mil clientes no Brasil até 2023.

 

Fonte: MoneyTimes