Ernesto Araújo usa metáfora sobre narcotraficante para falar da Venezuela

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, usou, nesta quinta-feira (24/9), uma metáfora com narcotraficante para explicar a situação da Venezuela.Em visita ao Brasil, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, já havia chamado o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de traficante.“Vamos supor que estamos numa rua e tem um vizinho, que é muito amigo nosso, que tem a casa invadida por narcotraficante, que praticamente escraviza o vizinho e ocupa essa casa. Vamos supor que um dos filhos do vizinho foge e vem para nosso terreno, nós o acolhemos em nossa casa. Recebemos um amigo de outra rua que também é amigo desse vizinho e falamos da situação deste vizinho”, declarou o chanceler, em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal.“O fato de falarmos deste vizinho não é uma agressão, é uma preocupação com o nosso vizinho. O fato de sermos vizinho não quer dizer que tenhamos que ignorar a situação na casa do vizinho”, acrescentou.O chanceler usou a metáfora para explica o encontro com Pompeo e para justificar o fato de discutirem sobre a Venezuela. Araújo Destacou que é normal, em encontro de chanceleres, falarem sobre outros países. Ele também destacou que o autodeclarado presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, é o legítimo chefe do Executivo.Mais sobre o assuntoBrasilSenado aprova convite para Ernesto Araújo falar sobre visita de PompeoO ministro do Itamaraty já aceitou o convite e estará em uma audiência pública presencial do colegiado na próxima quinta-feira (24/9)PolíticaApós seis meses, Senado conclui aprovação de 33 indicações para embaixadasOs senadores também aprovaram na sessão semipresencial a indicação de três nomes para o Superior Tribunal Militar (STM)PolíticaSenado aprova indicação de Nestor Forster para Embaixada do Brasil nos EUACasa também deu aval à nomeação da ministra Maria Thereza de Assis Moura para o cargo de corregedora-geral do CNJJanela IndiscretaSenadora Leila cobra Itamaraty sobre baixo número de mulheres embaixadorasSegundo a parlamentar do DF, dos 32 nomes analisados nesta segunda-feira pela Comissão de Relações Exteriores, apenas dois eram de mulheresMinutos depois, resposta ao questionamento da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), Araújo reiterou a visão. “No caso da Venezuela e outros na América do Sul, há interesses políticos e econômicos por trás da coligação da ditadura Maduro com outros regimes políticos, com correntes políticas, com narcotráfico e com crime organizado”, disse.Nesta semana, os senadores realizam um esforço concentrado para aprovar indicações de diplomatas a postos em embaixadas e organismos internacionais.Após a visita de Pompeo, alguns senadores se articularam para adiar as votações, mas o senador Telmário Mota (Pros-RR) apresentou um convite e, em acordo para destravar as indicações, Araújo se comprometeu a comparecer à Casa.Senado_Plenário-Hugo Barreto-MetropolesPlenário do Senado durante sessão semipresencialSenado_Mesa-Hugo Barreto-MetropolesMesa do Senado durante sessão semipresencialHugo Barreto/MetrópolesSenado_Totem2-Hugo Barreto-MetropolesTotem para votação drive-thruHugo Barreto/MetrópolesSenado_Totem-Hugo Barreto-MetropolesTotem para votação drive-thruHugo Barreto/MetrópolesSimone Tebet e José Maranhão-CCJ_Marcos Oliveira-Agência SenadoOs senadores Simone Tebet (MDB-MS) e José Maranhão (MDB-PB) durante sessão semipresencial na CCJMarcos Oliveira/Agência SenadoCRE – Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional Comissão das Relações Exteriores sob a presidência do senador Nelsinho Trad (PSD-MS)Edilson Rodrigues/Agência Senado0Durante a agenda, Pompeo fez duras críticas ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a quem chamou de traficante de drogas que destruiu o país. A visita foi vista como palanque eleitoral para a campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fonte: Metropoles