Entenda por que vale a pena investir em escolas bilíngues

Desde que chegou a São Paulo, no início dos anos 2000, o professor britânico Sean Quinn tem buscado entender e conviver com a cultura brasileira. Mesmo quando ainda conhecia pouco do idioma, foi às ruas da Vila Madalena e do Centro da Cidade para entender mais do lugar em que passou a morar. Com o jeito brasileiro, deixou de ser para os alunos Mister Quinn para ser simplesmente o Sean.O desafio de lidar com culturas diferentes já vinha de quando era professor de Artes na Inglaterra. Entre os alunos de Sean na ocasião, estava uma das filhas do ex-primeiro-ministro trabalhista Tony Blair (1997-2007).“Trabalhei em uma escola com alunos de 60 nacionalidades diferentes, inclusive refugiados e filhos de imigrantes. Tive de pesquisar a arte em outras partes do mundo para não ser uma espécie de doutrinador, que apresenta apenas a história da arte do homem branco”, conta, em entrevista ao Money Lab.PlayPen ECJ quer formar alunos com capacidades de nativos em inglês, mas sem perder a ligação com a cultura brasileira

Diferentemente das escolas bilíngues internacionais, na PlayPen ECJ, as aulas são dadas nos dois idiomas. “O conteúdo é apresentado em um idioma e recebe complemento em outro”, explica.Assim, a escola forma os alunos com resultados em português equivalentes aos das melhores escolas brasileiras, seguindo o parâmetro da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e com o nível de um estudante nativo para exames dos Estados Unidos e Inglaterra, com currículo oferecido pela Fieldwork Education, que conta com o IEYC (International Early Years Curriculum), IPC (International Primary Curriculum) e IMYC (International Middle Years Curriculum), ministrado 100% em inglês. Avaliação valoriza a busca de soluções criativasA experiência nos dois países também influi no formato das aulas. “Muitas boas escolas brasileiras ainda trabalham com uma visão de que o professor transmite o conhecimento e o aluno é um receptor. O nosso ensino se dá por meio de um estímulo para que as crianças investiguem, procurem, pesquisem, reflitam e construam os próprios pensamentos, por meio de uma análise crítica. Sempre guiamos e direcionamos nossos alunos a enfrentar os desafios e buscar soluções criativas”, ressalta.Ensino pretende estimular os alunos a refletir e buscar soluções e não apenas a transmissão de conteúdoA diferença para o ensino tradicional também está na maneira como os alunos são avaliados, com a valorização do que chamam de “personal goals” ou metas pessoais. Para isso, são usadas diversas formas de avaliação, as chamadas Student Led Conferences (apresentações feitas e conduzidas pelos próprios alunos), avaliações processuais que acontecem por meio de sondagens que contribuem para mapear os desafios e conduzir o planejamento, provas formais, roteiros de estudos, indicadores posturais, entre outras.Grupo globalA escola também faz parte do grupo Cognita, que tem 78 escolas ao redor do mundo. “Participamos de auditorias anuais de Salvaguarda, contamos com recrutamento seguro, treinamento de lockdown e foco no bem-estar mental e físico. Por ser um padrão da Grã-Bretanha, que não necessariamente é obrigatório no Brasil, isso é certamente um grande diferencial”, conta. A participação no grupo também propicia intercâmbios com as escolas de outros países, com o contato com outras culturas.Capacitar o aluno para se adaptar a diferentes culturas

Para Sean, mais do que formar os alunos em dois ou mais idiomas, o ensino bilíngue de uma escola como a PlayPen ECJ favorece também a capacidade de pensamento crítico e a empatia em relação ao outro.“Crianças inseridas em contextos bilíngues têm maior facilidade em resolução de problemas, desenvolvimento de pensamento crítico e estimulam áreas mais abrangentes do cérebro, o que a longo prazo acaba favorecendo funções executivas, como organização, proatividade e reflexão. Além disso desde muito cedo o bilinguismo amplia o repertório cultural e o desenvolvimento de competências para se comunicar de diferentes maneiras, fomentando cidadania e empatia”, destaca.Clique para conhecer mais as escolas bilíngues e a PlayPen.

Fonte: InfoMoney