Brasil abrigará o maior complexo de produção de vacinas da América Latina

O município de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, será sede da maior fábrica de vacinas da América Latina. Na quinta-feira (17) a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio (Codin) oficializaram o acordo que prevê a instalação do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (Cibs). A inauguração do espaço está prevista para 2023.Veja também: Governo anuncia grupo de trabalho para coordenar vacinação contra Covid-19EUA planejam vacinação contra a Covid-19 no fim de outubroCovid-19: SP vai iniciar vacinação em janeiro, diz diretor do Butantan

Ao todo, serão nove prédios em 580 mil metros quadrados. O local, que deve gerar cinco mil empregos diretos, prevê a produção de 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano.

Doses contra meningite, hepatite e tríplice bacteriana, por exemplo, serão produzidas em Santa Cruz. Atualmente, estas vacinas são importadas, por isso a construção do complexo é tão importante. A vacina contra a Covid-19 também deverá ser produzida no polo, quando devidamente aprovada e regulamentada.Complexo em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, também produzirá a vacina contra a Covid-19, quando aprovada. Créditos: Kiattisakch/iStockDe acordo com publicação no site da Fiocruz, o grupo tem procurado aumentar a capacidade produtiva, bem como o acesso da população às vacinas e outros medicamentos de qualidade. Justamente por estar em busca deste objetivo é que a fundação está investindo R$ 3,4 milhões na estrutura do Cibs.

Produção quadruplicadaAinda segundo o texto, o novo empreendimento possibilitará quadruplicar a produção de vacinas, o que significa ampliar de forma significativa o fornecimento de produtos vitais e de qualidade aos brasileiros. “As vantagens desse projeto vão muito além em termos de benefícios para o país. O Brasil poderá ser mais competitivo no setor de biotecnologia, aproveitando a moderna infraestrutura que teremos à disposição, a partir da inauguração do complexo. Parcerias para o desenvolvimento tecnológico também poderão ser alavancadas, permitindo absorver novas tecnologias. Além disso, o projeto do empreendimento é flexível e prevê expansões futuras”, explicou o diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Mauricio Zuma.Fonte: Agência Brasil

 

Fonte: OlharDigital