Covid-19: BioNTech compra laboratório para acelerar produção de vacina

A farmacêutica alemã BioNTech anunciou nesta quinta-feira (17) a aquisição de uma nova estrutura de manufatura na cidade de Marburg, para acelerar e ampliar a capacidade de produção de sua vacina contra a Covid-19. O laboratório adquirido pertencia à suíça Novartis.Veja também: Candidata a vacina da Pfizer contra a covid-19 tem efeitos colateraisBill Gates espera primeiras vacinas da Covid-19 para janeiro de 2021Vacina chinesa para Covid-19 pode estar disponível ao público em novembroInstituto Butantan ampliará fábrica para produzir vacina contra Covid-19

Segundo comunicado da empresa, a aquisição da estrutura ampliará a capacidade da BioNTech para 750 milhões de doses por ano (algo em torno de 60 milhões de doses por mês), assim que ela estiver completamente operacional.

Atualmente, cerca de 300 funcionários da Novartis trabalham no local: a BioNTech absorverá esse capital humano, e eles passarão a responder como empregados da farmacêutica alemã. O acordo, que não teve o valor revelado, será finalizado no quarto trimestre de 2020.”Essa aquisição reflete o compromisso da BioNTech em expandir significativamente a sua capacidade de manufatura a fim de fornecer uma candidata à vacina para o mundo todo, assim que obtidas a autorização e aprovação”, disse o CFO da empresa, Sierk Poetting.Foto: Tawat/ Shutterstock

Status da vacinaO imunizante contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) produzido pela Pfizer e BioNTech já se encontra em estágio de testes humanos: recentemente, a Pfizer afirmou que a vacina traz efeitos leves a moderados, anunciando que pretende aplicá-la em um total de 44 mil voluntários pelo mundo todo até o fim do ano. Atualmente, 29 mil pessoas já receberam a vacina, e 12 mil estão em sua segunda dose, no que corresponde à fase 2 dos testes científicos.Os resultados dos testes da segunda fase mostram que a vacina produz resposta imunológica robusta. O nível de anticorpos no organismo dos voluntários foi de 1,9 a 4,6 vezes maior do que o encontrado em pacientes que se recuperaram da Covid-19.Os participantes do estudo foram divididos em grupos que receberam diferentes dosagens do composto: 10 microgramas, 30 microgramas e 100 microgramas. Houve, ainda, um grupo de controle em que foi aplicado um placebo.Voluntários que receberam a dose de 30 microgramas tiveram resposta imunológica melhor do que os que receberam a de 10 microgramas. Não houve muita diferença, entretanto, em relação aos que receberam a de 100 microgramas.Fonte: MedicalXpress

 

Fonte: OlharDigital