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À espera de decisão judicial, idosa do DF está há 5 meses sem tratamento contra câncer

A primeira vez que Maria das Neves de Oliveira, de 74 anos, recebeu o diagnóstico de câncer foi em 2006. Catorze anos depois, após seis cirurgias e incontáveis sessões de quimioterapia, ela continua lutando contra a doença. Há cinco meses, a batalha tem sido na Justiça.Devido aos anos submetidas à quimioterapia, Maria das Neces desenvolveu uma reação alérgica aos medicamentos e, por recomendação médica, buscou um tratamento alternativo: a imunoterapia. O recurso terapêutico, no entanto, não é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).“Na última quimioterapia que eu fiz, eu fiquei sem andar, paralisada. Os médicos disseram que eu não poderia mais fazer e recomendaram a imunoterapia. Aí, eu pensei. Eu vou ficar em casa esperando morrer? Não. Eu decidi entrar na Justiça”, conta.A imunoterapia consiste no uso de medicamentos para estimular o sistema imunológico de uma pessoa a reconhecer e destruir as células cancerígenas de forma mais eficaz. Atualmente, Maria das Neves apresenta tumores nos pulmões, nas costelas e no fígado.maria das nevesA primeira vez que Maria das Neves, de 74 anos, recebeu o diagnóstico de câncer foi em 2006Rafaela Feliciano/Metrópolesb413a4a6-c038-4472-a295-c49919455f26Catorze anos depois, após seis cirurgias e incontáveis sessões de quimioterapia, ela continua lutando contra a doençaRafaela Feliciano/Metrópolesmaria das nevesHá cinco meses, a batalha tem sido na JustiçaRafaela Feliciano/Metrópolesmaria das nevesDevido aos anos submetidas à quimioterapia, Maria desenvolveu uma reação alérgica aos medicamentos e, por recomendação médica, buscou um tratamento alternativo: a imunoterapiaRafaela Feliciano/Metrópolesb677bf38-4145-4a13-b024-be3d46f4866d O recurso terapêutico, no entanto, não é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS)Rafaela Feliciano/Metrópoles0Mais sobre o assuntoDistrito FederalVídeo: servidores fazem homenagem à enfermeira do Hmib morta por Covid-19Dulcimar Moreira lutou ao longo de um mês contra o novo coronavírus. No DF, 1.313 enfermeiros tiveram a doença e 12 morreramDistrito FederalEspera angustiante: DF não realiza transplante de medula há 7 mesesSegundo Defensoria Pública do DF, atualmente 12 pessoas vivem drama da espera pelo tratamento suspenso em BrasíliaJustiçaEm abril deste ano, Maria das Neves procurou o Núcleo de Saúde da Defensoria Pública. Em 20 de julho, o juiz Henaldo Silva Moreira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), determinou o sequestro de R$ 121.931,49 das contas da Secretaria de Saúde. Montante suficiente para custear três ciclos do tratamento, de acordo com orçamentos apresentados pela defesa da aposentada.A Secretaria de Saúde recorreu e apresentou estimativa de custo menor. O valor, no entanto, contemplava apenas o fornecimento dos medicamentos, sem levar em consideração os gastos com equipes médicas durante o tratamento. O juiz, então, suspendeu o sequestro e determinou o pagamento dos valores apresentados pela pasta.“É um tratamento intravenoso, que precisa de acompanhamento médico. Conseguimos apenas os medicamentos. Mas o que eu vou fazer com eles? Não posso aplicá-los na minha mãe”, protestou o filho de Maria das Neves, Hugo José de Oliveira Silva, 43 anos.A família recorreu, novamente, mas ainda não conseguiu decisão favorável. Enquanto isso, Maria das Neves relata sentir os efeitos do tempo sem os cuidados médicos adequados. “Estou piorando, estou inchando. Não tenho como ficar sem medicação”, lamenta.Assista ao vídeo:“Minha mãe é uma guerreira. Mesmo depois de tanto tempo de luta contra o câncer, de todos os procedimentos pelos quais ela passou, ela continua forte e sorridente. A vida dela é uma história de superação. Desde que era criança, no interior da Paraíba. Depois, quando chegou aqui sozinha e trabalhou como camareira para sustentar sozinha eu e minha irmã. Ela continua lutando, mas nós precisamos de ajuda”, desabafou o filho.A Secretaria de Saúde informou, por meio de nota, que “todas as medidas estão sendo adotadas para cumprimento da decisão o mais rapidamente possível”. A pasta destacou que “trata-se de medicamento não padronizado e o processo de compra está em andamento”.

Fonte: Metropoles