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OAB promete ir à Justiça contra operação da PF que “criminaliza advocacia”

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reagiu à operação realizada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (9/9) contra escritórios de advocacia. Por meio da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia e da Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas, o órgão avaliou que a ação denota “uma clara iniciativa de criminalização da advocacia brasileira” e informou que tomará medidas administrativas e judiciais.A operação expediu 50 mandados de busca e apreensão na investigação de desvio de R$ 150 milhões da Fecomércio, Sesc e Senac do Rio de Janeiro.“Ao tempo que ansiamos por um Brasil limpo e de combate à corrupção, não apartaremos do devido processo legal, tampouco de seus valiosos instrumentos, dentre eles, as prerrogativas da advocacia. A Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e a Procuradoria Nacional do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil trabalharão para cintilar todas as violações aos direitos e prerrogativas da advocacia e encetará todas as medidas administrativas e judiciais, de natureza civil e penal, contra os que se lançam e insistem em criminalizar a advocacia brasileira”, registrou a entidade em nota.Mais sobre o assuntoBrasilOperação é “atentado à advocacia e retaliação”, diz advogado de LulaO advogado Cristiano Zanin foi acusado de participar de um esquema de desvio de dinheiro público, por meio da Fecomércio-RJJustiçaOperação E$quema S: veja quem são os alvos da Lava Jato no RioSegundo a Polícia Federal, escritórios de advocacia teriam sido usados para gerenciar ao menos R$ 151 milhões em propinasJustiçaMPF: “núcleo duro” do esquema tinha Cabral, amigo e advogado de LulaEscritório Teixeira, Martins Advogados, do amigo de Lula, teria recebido R$ 12 milhões sem comprovar serviçoPolíciaEscritórios de Wassef e de advogado de Lula são alvo da Lava Jato no RioA investigação da Polícia Federal aponta para desvios de cerca de R$ 151 milhões do Sistema S no estado“As prerrogativas da advocacia e persecução penal são elementos jurídicos harmônicos e absolutamente conciliáveis. O processo de criminalização da advocacia, que desrespeita as prerrogativas, é ditatorial e atenta contra o Estado de Direito e à Democracia. Não há estado democrático sem uma advocacia livre. A Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia e a Procuradoria Nacional de Prerrogativas cumprirão o seu papel histórico e não transigirão na defesa dos advogados e das advogadas brasileiras”, assinala o texto.Entre os alvos, estão Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro, e Cristiano Zanin, que faz parte da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O advogado e ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) César Asfor Rocha, além de Eduardo Filipe Alves Martins, filho do atual presidente da Corte, Humberto Martins, também estão na mira da ação. Não houve mandados de prisão.Na foto o advogado Cristiano Zanin Martins operacao lava jato RJDaniel Ferreira/MetrópolesNa foto o advogado Cristiano Zanin Martins operacao lava jato RJDaniel Ferreira/MetrópolesNa foto o advogado Cristiano Zanin Martins operacao lava jato RJDaniel Ferreira/MetrópolesNa foto o advogado Cristiano Zanin Martins operacao lava jato RJDaniel Ferreira/MetrópolesNa foto o advogado Cristiano Zanin Martins operacao lava jato RJDaniel Ferreira/Metrópoles0

Fonte: Metropoles